{"id":1875,"date":"2026-07-03T13:41:39","date_gmt":"2026-07-03T16:41:39","guid":{"rendered":"https:\/\/cuidapp.site\/?p=1875"},"modified":"2026-07-03T13:50:21","modified_gmt":"2026-07-03T16:50:21","slug":"quirinas-quando-quem-sempre-esteve-presente-finalmente-ganha-voz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cuidapp.site\/es\/2026\/07\/03\/quirinas-quando-quem-sempre-esteve-presente-finalmente-ganha-voz\/","title":{"rendered":"Quirinas: quando quem sempre esteve presente finalmente ganha voz"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"wp-block-heading\">Por muito tempo, a literatura brasileira contou hist\u00f3rias dentro de casas, ignorando quem as mantinha funcionando. \u00c9 a partir dessa aus\u00eancia que nasce o livro \u201cQuirinas: a trabalhadora dom\u00e9stica como protagonista na literatura brasileira contempor\u00e2nea\u201d, de Mariana Filgueiras. A obra investiga como trabalhadoras dom\u00e9sticas foram representadas, ou apagadas, na literatura ao longo de mais de 160 anos.<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A conclus\u00e3o que a autora tr\u00e1s n\u00e3o \u00e9 nada c\u00f4moda. Essas personagens, que quase sempre aparecem como coadjuvantes, n\u00e3o possuem nomes e hist\u00f3rias pr\u00f3prias, e est\u00e3o presas a estere\u00f3tipos. <strong>Mesmo sendo uma presen\u00e7a constante na vida social brasileira, raramente foram tratadas como protagonistas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos dados que mais impacta na pesquisa \u00e9 que <strong>a primeira protagonista trabalhadora dom\u00e9stica na literatura brasileira surge apenas em 2018<\/strong>. Isso revela um descompasso evidente entre a realidade e aquilo que a literatura escolheu retratar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de analisar a literatura, Quirinas prop\u00f5e uma reflex\u00e3o importante: <strong>quem tem o direito de ser contado como sujeito de uma hist\u00f3ria?<\/strong> E o que significa quando determinadas experi\u00eancias s\u00e3o sistematicamente deixadas de lado? Ao olhar para produ\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas que come\u00e7am a mudar esse cen\u00e1rio, a obra tamb\u00e9m aponta para uma transforma\u00e7\u00e3o em curso, impulsionada por novas vozes e novas perspectivas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para al\u00e9m da cr\u00edtica liter\u00e1ria, o livro ajuda a entender como desigualdades de classe, ra\u00e7a e g\u00eanero atravessam a forma como constru\u00edmos narrativas sobre o pa\u00eds. <strong>Porque no fim n\u00e3o se trata apenas de literatura, mas de visibilidade, reconhecimento e lugar de fala.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Aprenda mais <\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/editorapangeia.com.br\/pt_br\/product\/quirinas-a-trabalhadora-domestica-como-protagonista-na-literatura-brasileira-contemporanea-mariana-filgueiras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Quirinas &#8211; Editora Pangeia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><br><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por muito tempo, a literatura brasileira contou hist\u00f3rias dentro de casas, ignorando quem as mantinha funcionando. \u00c9 a partir dessa aus\u00eancia que nasce o livro \u201cQuirinas: a trabalhadora dom\u00e9stica como protagonista na literatura brasileira contempor\u00e2nea\u201d, de Mariana Filgueiras. A obra investiga como trabalhadoras dom\u00e9sticas foram representadas, ou apagadas, na literatura ao longo de mais de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1883,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[20],"tags":[14],"class_list":["post-1875","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cultura","tag-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cuidapp.site\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1875","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cuidapp.site\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cuidapp.site\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cuidapp.site\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cuidapp.site\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1875"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/cuidapp.site\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1875\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1885,"href":"https:\/\/cuidapp.site\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1875\/revisions\/1885"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cuidapp.site\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1883"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cuidapp.site\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1875"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cuidapp.site\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1875"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cuidapp.site\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1875"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}