Discriminação não é “preferência de cliente”

Racismo, xenofobia e preconceito NÃO devem fazer parte do trabalho doméstico. Quando a “escolha” do cliente esconde discriminação Muitas plataformas digitais e agências de trabalho doméstico permitem que clientes filtrem trabalhadoras baseado em informações pessoais e fotos do perfil da trabalhadora. O que é apresentado como “preferência pessoal” ou “liberdade de escolha” é, na realidade, […]
A promessa da flexibilidade funciona para todas?

Trabalhar por aplicativo costuma ser apresentado como sinônimo de autonomia: escolher horários, aceitar serviços quando for conveniente e organizar a rotina com mais liberdade. Mas, para muitas trabalhadoras domésticas, essa flexibilidade vem acompanhada de renda instável, pressão para estar sempre disponível e pouca previsibilidade no fim do mês. Plataformas podem oferecer acesso a oportunidades e […]
“Só mais uma coisinha”: o trabalho que cresce durante a diária

Limites, acúmulo de funções e respeito ao combinado. Nem sempre a diária termina quando a tarefa principal acaba. Muitas trabalhadoras ouvem pedidos como “só mais uma coisinha”, mas esse “só” pode significar mais tempo, mais esforço e mais responsabilidades sem aumento no valor combinado. Quando isso acontece com frequência, o trabalho cresce sem que a […]
Segurança também é direito no trabalho doméstico

O que fazer diante de assédio, violência ou situações de risco? Trabalhar dentro da casa de outra pessoa ou circular por diferentes endereços pode expor as trabalhadoras domésticas a riscos que muitas vezes ficam invisíveis. Segurança não é detalhe: faz parte do direito a um trabalho digno. O que merece atenção Assédio, violência verbal, pressão […]
Uma estrela a menos pode custar trabalho

Como notas e comentários de clientes afetam a renda e as oportunidades. Em aplicativos e sites de trabalho doméstico, avaliações costumam ajudar clientes a escolher quem contratar. Mas, para muitas trabalhadoras, uma nota baixa ou um comentário negativo pode significar menos convites, menos visibilidade e menos renda. Quando a plataforma usa avaliações para organizar quem […]
Quem decide quanto vale uma diária?

Preço justo, negociação e custos que muitas vezes ficam invisíveis. O valor de uma diária não deveria ser definido apenas pelo tempo passado em uma casa. Ele precisa considerar o trabalho realizado, as responsabilidades envolvidas e os custos que a trabalhadora assume para chegar, permanecer e voltar para casa. Deslocamento, alimentação, produtos de limpeza, tempo […]
Da convenção 189 à 193: ratificar para transformar

A Convenção 189 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) reconhece que o trabalho doméstico é trabalho e, por isso, deve garantir os mesmos direitos assegurados a outras pessoas assalariadas. Aprovada em 2011, a Convenção estabelece parâmetros para combater discriminações históricas no setor, como jornadas excessivas, baixos salários, falta de descanso e exclusão da seguridade social. […]
Convenção 193: ratificar é transformar direitos em realidade

A Convenção nº 193 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) é a primeira norma internacional voltada ao trabalho decente na economia de plataformas. Ela reconhece que aplicativos e sites não servem apenas para conectar pessoas: também organizam, controlam e avaliam o trabalho. Para trabalhadoras domésticas, babás e cuidadoras que encontram serviços por aplicativos, a Convenção […]
Reforma trabalhista na Argentina: o que muda para quem trabalha por apps

O que é a reforma trabalhista na Argentina? A nova Lei de Modernização Laboral (Lei 27.802) cria uma categoria específica para quem trabalha por aplicativos de entrega e transporte: o “prestador independente”. Na prática, isso significa que plataformas como Rappi, Pedidos Ya, Uber e outras não são obrigadas a registrar esses trabalhadores como empregados com […]
15 anos da Convenção 189: trabalho doméstico é trabalho

Em 16 de junho de 2011, a Organização Internacional do Trabalho aprovou a Convenção 189, reconhecendo oficialmente que o trabalho doméstico deve ser protegido como qualquer outro trabalho. Esse foi um passo decisivo para milhões de mulheres que cuidam de casas, crianças, pessoas idosas e pessoas doentes, muitas vezes sem contrato, sem descanso e sem […]