O que fazer diante de assédio, violência ou situações de risco?
Trabalhar dentro da casa de outra pessoa ou circular por diferentes endereços pode expor as trabalhadoras domésticas a riscos que muitas vezes ficam invisíveis. Segurança não é detalhe: faz parte do direito a um trabalho digno.
O que merece atenção
Assédio, violência verbal, pressão para aceitar tarefas extras, isolamento, atrasos no pagamento e situações desconfortáveis dentro da casa são sinais de alerta. Em trabalho doméstico, o ambiente privado pode dificultar pedidos de ajuda e ampliar a sensação de vulnerabilidade.
Também é importante lembrar que situações de risco podem acontecer no deslocamento, no trajeto até o trabalho, na chegada ao endereço ou durante a jornada. Segurança precisa ser pensada antes, durante e depois do serviço.
O que fazer na prática
- Compartilhe a localização com alguém de confiança antes de sair.
- Avise o endereço, o horário de entrada e o horário previsto para saída.
- Combine uma palavra-código com uma pessoa próxima para avisar se algo estiver errado.
- Leve o celular carregado e, se possível, um carregador portátil.
- Evite entrar em situações que não estavam combinadas.
- Se o local parecer inseguro, recuse o serviço ou interrompa a atividade.
- Guarde contatos de apoio, sindicato, coletivo ou rede de confiança.
- Registre mensagens, prints ou qualquer prova, caso haja assédio, ameaça ou abuso.
Essas medidas não resolvem o problema sozinhas, mas ajudam a reduzir riscos e aumentam a chance de pedir ajuda no momento certo.
Dizer não também protege
Recusar uma situação insegura não é falta de profissionalismo. Se houve mudança de endereço, presença de pessoas desconhecidas, cobrança de tarefas extras sem acordo ou qualquer comportamento que gere medo, a trabalhadora pode e deve priorizar sua proteção.
A nova convenção internacional sobre trabalho em plataformas também reforça a importância de ambientes seguros, proteção contra violência e assédio, e mecanismos de denúncia e contestação.
Redes de apoio importam
Ninguém deveria enfrentar isso sozinha. Sindicatos, coletivos, organizações de trabalhadoras e canais públicos podem oferecer orientação, acolhimento e encaminhamento. Encontre o lugar de acolhimento mais próximo de você aqui.
Se houver risco imediato, o ideal é buscar ajuda urgente pelos canais de emergência. Se a situação for recorrente, vale procurar apoio jurídico, psicológico e coletivo para registrar o caso e impedir novas ocorrências.
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